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Ah meu Brasil! Ah meu Brasil! Minha vontade era que todas as novelas da Rede Globo tratassem de temas de interesse público, não que elas não sejam boas do jeito que são, pelo contrário, os autores viajam em seus textos, cometem erros, mas de vez em quando colocam o pé no chão e fazem os brasileiros enxergar problemas que muitas vezes nem sabiam da sua existência.
Esse é o caso de “Salve Jorge”, aquela novela que ninguém queria ver depois do sucesso que foi “Avenida Brasil”, que também teve sua contribuição para sociedade brasileira: mostrou que a Globo faz novelas para classe C e não só para alta sociedade, como eu pensava, mas isso é assunto para outra discussão. Quero salientar o poder que as novelas, da Globo, é claro, tem de fazer certos temas ganharem repercussão, serem discutidos e até mesmo, acreditem só, serem investigados pela Polícia Federal.
Quando vi ontem nos telejornais que a Polícia Federal fez uma operação contra o tráfico de pessoas no Distrito Federal, eu disse na mesma hora: “da-lhe Salve Jorge”, mas quem tava sendo salvo mesmo era pessoas trazidas de Bangladesh, Afeganistão e Paquistão para trabalhar em situação análoga à escravidão.
Aí, minha mãe ou até mesmo você me pergunta: Mas a novela não trata do tráfico de mulheres para serem exploradas sexualmente no exterior? Logo eu respondo: Sim, mas o tráfico de pessoas é tão mais abrangente, do que pensamos. E se eu for ficar aqui falando termino só amanhã, pois terei que falar dos haitianos no Acre, das brasileiras na Europa, de crianças na África, é melhor nem citar todos, se não perco o próximo telejornal e não fico sabendo o que mais uma novela da Globo pautou o que já é de obrigação do governo fazer.
Por: Wesley Ferreira

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