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quinta-feira, maio 16, 2013

O Brasil é uma novela!


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Ah meu Brasil! Ah meu Brasil! Minha vontade era que todas as novelas da Rede Globo tratassem de temas de interesse público, não que elas não sejam boas do jeito que são, pelo contrário, os autores viajam em seus textos, cometem erros, mas de vez em quando colocam o pé no chão e fazem os brasileiros enxergar problemas que muitas vezes nem sabiam da sua existência.
Esse é o caso de “Salve Jorge”, aquela novela que ninguém queria ver depois do sucesso que foi “Avenida Brasil”, que também teve sua contribuição para sociedade brasileira: mostrou que a Globo faz novelas para classe C e não só para alta sociedade, como eu pensava, mas isso é assunto para outra discussão. Quero salientar o poder que as novelas, da Globo, é claro, tem de fazer certos temas ganharem repercussão, serem discutidos e até mesmo, acreditem só, serem investigados pela Polícia Federal.
Quando vi ontem nos telejornais que a Polícia Federal fez uma operação contra o tráfico de pessoas no Distrito Federal, eu disse na mesma hora: “da-lhe Salve Jorge”, mas quem tava sendo salvo mesmo era pessoas trazidas de Bangladesh, Afeganistão e Paquistão para trabalhar em situação análoga à escravidão.
Aí, minha mãe ou até mesmo você me pergunta: Mas a novela não trata do tráfico de mulheres para serem exploradas sexualmente no exterior? Logo eu respondo: Sim, mas o tráfico de pessoas é tão mais abrangente, do que pensamos. E se eu for ficar aqui falando termino só amanhã, pois terei que falar dos haitianos no Acre, das brasileiras na Europa, de crianças na África, é melhor nem citar todos, se não perco o próximo telejornal e não fico sabendo o que mais uma novela da Globo pautou o que já é de obrigação do governo fazer.

                                                       Por: Wesley Ferreira

quinta-feira, maio 02, 2013

A redução da maioridade penal

Reprodução da internet


Há anos a redução da maioridade penal é discutida no Brasil. Os crimes envolvendo menores de 18 anos ficam cada vez mais frequentes e casos bárbaros, como o da dentista queimada viva em São Paulo por um menor infrator, chocam o país.
Para o Estado aquele que rouba e mata antes de atingir a maioridade é inconsciente de seus atos. Por outro lado cidadãos brasileiros, a partir de seus 16 anos tem inúmeros direitos e responsabilidades, e a lista não é pequena: escolhem presidentes, podem casar, construir família, lutar pelo país em uma guerra e até mesmo mudar de sexo. É incrível que o governo enxergue tantas responsabilidades na adolescência e não sabe que o menor, nessa mesma faixa etária, é capaz de entender que é errado matar alguém.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, parece ter fechado os olhos para a vida real ao declarar que “a maioridade penal só favorece o crime”. Quando o que favorece os roubos e as mortes cometidas por menores de idade, é exatamente a falta de punição eficiente. Para o menor, que sabe da falta de impunidade, tirar a vida do único filho de uma família se torna um simples hábito, até o último dia antes de completar seus 18 anos de idade.
Para a coordenadora da área de proteção do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef )  no Brasil, Casimira Benge, é errado debater a situação do jovem infrator em momentos de "comoção", como os recentes episódios de violência atribuídos a menores de idade. "O país é levado pela comoção e faz uma relação equivocada entre a violência e a diminuição da imputabilidade penal ou o aumento do tempo de internação", afirma. "É preciso olhar as estatísticas policiais e não as manchetes da imprensa para discutir a questão dos adolescentes infratores”.
Pode até ser um apelo querer debater o assunto em momentos de grande repercussão, mas o errado é querer omitir o debate como desejam as autoridades políticas do país. Até quando o Estado vai ignorar o repúdio da população pela Lei da Maioridade Penal, que deixa o Brasil a mercê da violência praticada por falsos inocentes?

                                                                                                                Por: Wesley Ferreira

Mercado de Turismo é impulsionado por formandos

   
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  Cresce o número de viagens de formatura, mas ainda há dúvidas em relação à escolha.

     Há anos o mercado de turismo não era impulsionado por um grupo em grande ascensão na sociedade: os formandos. O aumento na quantidade de instituições de ensino superior é o que alavanca esse crescimento. E é no momento de conclusão do curso que surge uma grande dúvida; optar pela festa de formatura ou uma viagem?

    A nova tendência entre os formandos do ensino superior está em realizar uma viagem com os colegas da turma, para comemorar o fim dos estudos. Essa tendência chama a atenção do mercado de turismo, em específico das agências de viagens. De acordo com a agente de viagens da CVC, Suyanne dos Santos, a procura pela compra de pacotes turísticos por formandos tem aumentado. “Nos últimos anos a procura cresceu cerca de 30 a 40%. Os destinos são variados, vão do desejo de conhecer os estados brasileiros a viagens internacionais como a Disney”, pontua a agente.

     O aumento dos formandos na procura por viagens tem feito muitos estabelecimentos se adaptarem ao estilo dos estudantes que, na maioria das vezes, são jovens e buscam por diversão e entretenimento. O coordenador do curso de Turismo da Facitec, Álvaro Quaglia, explica como o setor se prepara para atender ao público. “Atualmente o mercado tem se preparado para todos os públicos, em especial os diferenciados. Estamos na era da especialização e da excelência”, avalia Quaglia.

                                               Hora da decisão

     Para ajudar a entender o que pesa na hora da escolha dos estudantes, o coordenador Álvaro Quaglia esclareceu que existem duas formas de formatura: a oficial (entrega de diploma, missa, juramento, ente outros) e a festiva. Mas deixou claro que a vontade de sentir-se livre, mudar paradigmas, ser diferente e fortalecer as relações afetivas favorecem a escolha pela viagem. “Além do custo”, revela o coordenador.

    O custo foi o fator primordial que levou a recém formada em Administração da Faculdade Projeção, Cristiane Moura, optar pela viagem: “Se eu tivesse feito a formatura iria gastar cerca de cinco mil reais, fora o valor de despesas extras, como o aluguel do vestido, sapato, salão, entre outros. Já para a viagem, o valor que vou gastar é menor, conhecerei outros lugares e ficarei mais tempo com os meus amigos da faculdade”, ressalta a formanda.

     Mas nem todos tem o mesmo pensamento, a estudante do curso de Jornalismo da Facitec, Monique Oliveira, é categórica na sua escolha: “Não levaria em conta o custo e sim a realização do sonho, a reunião e  a comemoração junto da minha família, no dia da formatura”.

                      Ajudando na escolha: Vantagens e desvantagens

     Para colaborar com a escolha, levantamos algumas vantagens e desvantagens de cada opção:


VANTAGENS
DESVANTAGENS
FESTA DE FORMATURA
É a forma tradicional de comemorar, subir no palco, receber o diploma, ouvir o discurso do paraninfo, um momento inesquecível. O momento dura só algumas horas, as festas são caras e o convidado tem que pagar. Não sobra tempo para o estudante curtir.
VIAGEM DE FORMATURA
É a opção mais divertida, dura de cinco a oito dias, a turma fica mais unida, e em alguns casos a viagem fica mais barata que a festa, além de conhecer outros lugares e pessoas.Muitos dizem que pode ser feita a qualquer época da vida, já uma festa de formatura não. Os pais, amigos e professores não podem participar. E nem todos da turma podem ir à viagem.




                                                                                                             Por: Wesley Ferreira

O preconceito no ambiente acadêmico

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    Cada vez mais brasileiros e brasileiras, sem importar raça, sexo, cor e opção sexual ingressam no ensino superior. Segundo os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE 51,3% dos estudantes brasileiros entre 18 e 24 anos estão na universidade. Assim o ambiente acadêmico está mais diverso, repleto de estilos, crenças e credos, fazendo um conviver com a diferença do outro.

    Com tantas diferenças surge um grande lema da sociedade, o preconceito. De acordo com o  coordenador do Serviço de Orientação e Atendimento Psicopedagógico (Soap) da Facitec, Arnaldo Cerqueira, o preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória diante de pessoas, lugares ou tradições consideradas diferentes ou estranhas. “A sua existência vem desde a formação da sociedade, porque é uma forma de julgamento”, afirma Arnaldo.

    Hoje em dia casos de discriminação estão ocorrendo com maior frequência dentro de faculdades e universidades. Recentemente uma estudante de agronomia da Universidade de Brasília (UnB) foi vitima de agressão dentro do campus, ela recebeu socos e pontapés do agressor, enquanto ele a chamava de “lésbica nojenta”. Neste caso o coordenador psicopedagogo, Arnaldo Cerqueira, explica que fica claro a escolha pela diferença em relação à opção sexual: “A homofobia é um dos preconceitos mais danosos para a sociedade, porque passa por cima do direito de escolha. É completa falta de respeito com o outro e pode, as vezes, essa agressividade estar demonstrando uma projeção, tipo, ‘ela está fazendo o que eu gostaria de fazer e não tenho coragem, ou não aceito em mim’. A opção sexual não limita o ser humano, nem o faz menor ou maior. Por isso deve ser respeitada. E sempre que houver pessoas homofóbicas manifestando a sua frustração, deve ser denunciada à polícia, para garantir seu direito líquido e certo de ir e vir.”

     A faculdade é responsável por formar pessoas e abrir diferentes olhares do estudante para o mundo. Sendo assim a diferença dentro do ambiente acadêmico é motivadora, busca-se o não julgamento. Incentiva-se às capacidades de produção, motivação e conhecimento, independente de qualquer coisa. Mas são as diferenças que dão um impulso ao mundo. "Se considerarmos que somos seres únicos, que ninguém é igual, que não existe duas digitais iguais, vamos entender que as diferenças sempre irão existir, e isso não é ruim, é apenas uma identidade importante. Somos movidos pelas diferenças e são elas que descobrem o mundo" acrescenta Arnaldo.

     O coordenador Arnaldo Cerqueira explicou ainda que viver com as diferenças independe de espaço acadêmico ou social, porque faz parte do quadro social. Em todas as sociedades há a diferença e a discriminação. Em algumas mais em outras menos. No ambiente acadêmico as diferenças devem ser tratadas como naturais, respeitando-se os limites e potencialidades de cada um. "O preconceito é um julgamento e no meio acadêmico isso tende a ser minimizado, mas não acabado", ressalta o psicopedagogo.

     Ao ser questionado se é possível o preconceito dentro das instituições de ensino, o coordenador diz que nenhuma instituição tem como evitar que isso aconteça dentro do seu ambiente acadêmico porque não existe controle. "As pessoas homofóbicas são disfarçadas e não sabemos quem são", afirma. Mas é visando evitar que o Grupo de Combate à Homofobia da UnB distribuirá cartilha anti-homofobia aos estudantes no próximo semestre, para combater a violência homofóbica no ambiente acadêmico.

    Uma maneira específica para conviver com o preconceito não existe, mas existe a vontade de cada um fazer o mundo ser um lugar de paz. "As diferenças sempre vão existir, o preconceito também, e a melhor forma de lidar com elas são ignorá-las e se agredido, reagir no exercício do seu direito" conclui Arnaldo Cerqueira.



                                                                                                              Por: Wesley Ferreira