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quarta-feira, julho 27, 2011

Família de jornalista morto na ditadura quer condenação de militar acusado de tortura




      A ação ocorrerá contra o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de tortura no período da ditadura militar, nesta quarta-feira (27) na cidade de São Paulo.
     O coronel Ustra era o responsável pelo DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), órgão este subordinado ao Exército e destinado a combater inimigos que ameaçavam a segurança nacional, Ustra esta sendo acusado pela família do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, por sua morte ocorrida em julho de 1971, o jornalista esteve preso no DOI-CODI nesse período por ser um opositor a ditadura.
     A família representada por Ângela Maria Mendes de Almeida, esposa do jornalista e sua irmã Regina Maria Merlino Dias de Almeida, movem a ação contra Ustra em caráter cível, sem efeito penal, exigindo indenização por danos morais, mesmo que não tenha objetivo financeiro, pelo assassinato do jornalista, que foi torturado até falecer nos porões do DOI-CODI, que era comandado pelo Ustra entre 1970 e 1974.
     O advogado de Ustra sai em sua defesa, dizendo que ele jamais participou dos processos de tortura, e, que ele era apenas o responsável por comandar o setor, Paulo Esteves afirma também que o coronel Ustra não deve responder diretamente ao crime. Agora a família aguarda que o coronel seja condenado e pague pelo o ocorrido.

                             Mentores também são culpados
     Como já veio a público que existiu sim tortura no período militar, não acredito que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, deve ser inocentado do processo, ele pode ter sido apenas o comandante do DOI-CODI e não o torturador e a pessoa que matou o jornalista, mas cabe a nós a palavra já diz ele é o comandante, ou seja, ele manda e desmanda quando quiser no setor em que é responsável. Se ele não quisesse hoje passar por essa acusação, e levar à culpa sozinho, se quer não haveria tortura na prisão. É claro que ele também estava subordinado a ordens superiores, mas ora deixar que uma pessoa seja torturada até a morte já é demais, e se ele tinha o conhecimento que isso acontecia e não fazia nada pra reverter à situação, o coronel Ustra é sim culpado pelo assassinato do jornalista.

Ponto de Vista por Weslley Ferreira.